Síndrome de burnout: o esgotamento no trabalho e a saúde mental

O estresse causado pelo esgotamento físico e emocional no trabalho está adoecendo as pessoas no mundo moderno.

O trabalho ocupa um lugar importante na vida do homem. Sempre foi assim, desde as épocas mais remotas até hoje, ainda que os meios e as formas se transformem em cada tempo.

Vivemos na era digital e a tecnologia demanda mais velocidade. O reflexo disso está na correria do dia a dia e na sensação de que o tempo está passando muito rápido.

O mundo do trabalho acompanha essas mudanças. Nesse cenário, surgem novas formas de trabalhar — home office, nomadismo digital — e também promessas de mais autonomia e independência financeira — como no mundo das startups.

No entanto, o estresse gerado pelas situações desgastantes e excesso de trabalho está adoecendo as pessoas, principalmente jovens profissionais.

O cenário que atrai é o mesmo que adoece

Existe uma cultura no universo de startups — e empresas ligadas a tecnologia e inovação — de que quanto mais horas por dia você trabalha, quanto mais você dá o sangue, mais você é valorizado.

Jovens profissionais se encantam com a autonomia que têm nesses formatos de empresa — menos engessadas e burocráticas do que as tradicionais. Além disso, têm reais possibilidades de crescer e se tornarem sócios, o que significa poder ganhar muito dinheiro de uma vez quando a startup for vendida.

Com essas motivações, trabalham muitas horas por dia — sob pressão e com alta carga de trabalho — mas acabam negligenciando outros aspectos importantes da vida. Dentre eles, o auto cuidado, em todas as suas dimensões. Um estilo de vida que não se sustenta por muito tempo.

Síndrome de burnout: esgotamento profissional

O estresse gerado pela competitividade, responsabilidade em excesso e situações desgastantes de trabalho causam distúrbios emocionais que se refletem em sintomas físicos.

Cada vez mais pessoas buscam ajuda nos serviços de saúde com queixas como: exaustão extrema, estresse, esgotamento físico, dores, tonteiras, entre outros — relacionados ao trabalho desgastante.

Em 2019, esse “fenômeno ocupacional” — chamado na medicina de Síndrome de Burnout — foi incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

Muitas pessoas recorrem ao auxílio de medicação, mas seguem vivendo na mesma situação desgastante que levou ao adoecimento. Outras, buscam ajuda psicológica para um melhor entendimento das consequências de suas escolhas e de formas mais saudáveis de trabalhar e viver.

A saúde mental importa

É preciso se perguntar sobre o lugar que o trabalho ocupa em sua vida. Quando todo o seu dia e energia são dedicados a tasks (tarefas) ou a cumprir e bater metas, não sobra espaço para o resto. É aí que as pessoas adoecem.

Como manter um ritmo frenético de trabalho e ainda ter uma vida pessoal, um corpo e uma mente para administrar? É preciso desacelerar. Mais do que isso: se perguntar sobre os excessos e o que eles querem tamponar.

Cada história é única e os sintomas são muito pessoais, mas temos que olhar para o que está sendo cobrado pelo mercado e o preço que se paga por tentar corresponder a essas exigências.

Nesse contexto, olhar para si, para a própria história, expectativas e sonhos. Vale a pena? A síndrome de burnout é só um símbolo, um reflexo da nossa sociedade. Se você sente que está chegando no seu limite, pergunte-se: qual o lugar que o trabalho ocupa na sua vida?

3 comentários sobre “Síndrome de burnout: o esgotamento no trabalho e a saúde mental

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