Por que repetimos os mesmos erros?

Já parou para pensar porque você se repete tanto? De repente, dá uma sensação de estar parado na vida, repetindo os mesmos padrões de comportamento, enxugando gelo.

Quando você parece funcionar no automático, seja em suas relações amorosas, escolhas profissionais ou mantendo hábitos nocivos que já não servem mais. Isso não é a toa.

A repetição, de certa forma, te mantém em terreno conhecido. Tem um certo sentido de preservação do que lhe é singular. Uma tentativa de consolidar um sentimento de que é o mesmo de ontem. Dá uma sensação de conforto e segurança.

Só que chega uma certa hora que repetir os mesmos padrões, incomoda, causa sofrimento, porque leva aos mesmos resultados. É hora de olhar para isso. Isso que insiste em repetir, mas que de alguma forma, não queremos saber.

Por que nos repetimos?

Sabe aquilo que você não quer recordar, porque dói, machuca? Lembranças, sentimentos, experiências desagradáveis, dolorosas, que você tenta deixar pra lá e não pensar?

Isso que é difícil de lembrar, que você esquece, ou tenta esquecer, é uma ferida que ainda não cicatrizou. Enquanto não cuidar dela, vai continuar no looping da repetição.

A repetição atualiza traumas inconscientes. Tem a ver com isso que está debaixo do tapete — o que não foi simbolizado, aparece em forma de ação onde você não tem controle. Você segue um padrão que já sabe aonde vai dar e se pergunta por que está agindo assim de novo. A gente repete porque algo insiste.

Você até tenta se comportar como avestruz, enterrando a cabeça na terra para não ver o problema, mas ele continua lá. Chega uma hora que não dá mais e, nessa hora, as pessoas buscam processos de autoconhecimento, incluindo a terapia.

Para romper esse círculo vicioso, só acessando o trauma que o originou, que permanece inconsciente e te faz manter certos padrões de comportamento que já não condizem tanto com o que você quer, no presente.

Como dar um passo a frente?

Você vai dar um passo a frente quando começar a levar à sério seus próprios enigmas e a se comprometer com eles. Quando parar de atribuir a causa das suas repetições ao destino, a má sorte, aos outros, ao universo.

Para compreender e sanar isso que te angustia no presente é preciso retornar ao passado. Retornar à infância, à origem dos sintomas, aos desejos esquecidos. Para ter a possibilidade de elaborar o que ficou em aberto.

Um processo de análise te convida a recordar e, ainda sim, repetir, repetir, repetir. Até elaborar. O passado é reatualizado, repetimos no presente, mas em direção a uma elaboração desejante do futuro. O tratamento analítico propõe passar da repetição para a elaboração.

Aceitar o convite é olhar para trás, compreender as origens das repetições do presente e dar um passo a frente em direção a um futuro mais afinado com o seu desejo. Abandonando, então, padrões que já não lhe servem mais.

O que resiste, persiste. Quer dar um passo a frente? Entre em contato e vamos conversar!

Publicado por Adriana Prosdocimi Psicanalista

Psicóloga e psicanalista. Atua especialmente com consultas online — uma forma de atendimento que rompe as barreiras da distância, facilitando o acesso ao psicólogo, inclusive para os brasileiros que vivem no exterior.

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