Antes o sofrimento legítimo que o prazer forçado

Outro dia conversando com uma amiga, ela me contou que se sentia triste e não sabia o porquê. Mesmo sem motivos em sua vida pessoal, que ia muito bem, ela sentia uma tristeza que a estava incomodando.

Ela me falou que não gostava de se sentir assim, que a alegria tinha espaço em sua vida,  mas a tristeza não! Falei que eu achava importante acolher esse sentimento, ao invés de tentar espantá-lo a qualquer custo. 

Quase ninguém gosta de se sentir triste, isso é verdade, embora algumas pessoas tenham algum tipo de prazer ou satisfação dessa forma. 

Mas o que deveríamos nos perguntar é se ao buscar a felicidade a todo momento, não estamos encobrindo ou tentando encobrir sentimentos como o medo, a angústia e a tristeza.

As pessoas gostam e querem ver e ouvir coisas boas (good vibes only), mas esquecem que sem sombra não há luz. Ou só há luz porque há uma escuridão a ser iluminada.

A busca desenfreada por prazer torna-se patológica quando visa suprimir ou mascarar uma dor.

Acolher os processos é acolher o todo que somos, é acolher o fluxo da vida com todas as suas facetas e contradições.

Por isso, tenho que concordar com Clarice quando ela diz que um sofrimento legítimo vale mais do que um prazer forçado.

Faz sentido pra você?

Publicado por Adriana Prosdocimi Psicanalista

Psicóloga e psicanalista. Atua especialmente com consultas online — uma forma de atendimento que rompe as barreiras da distância, facilitando o acesso ao psicólogo, inclusive para os brasileiros que vivem no exterior.

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