Você já travou diante uma decisão, mesmo quando, no fundo, já sabia o que queria?
Muitas vezes, adiamos uma escolha, esperando sinais de aprovação. Buscamos conselhos e fazemos listas de prós e contras, em busca de algo ou alguém que nos aponte o caminho.
Escolher talvez seja difícil porque assumir o controle da própria vida gera angústia.
Qual o peso da liberdade?
Freud já nos alertava sobre uma verdade incômoda: “A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade”.
E essa liberdade não é romantizada. Afinal, ser livre não é fazer o que quiser quando bem entender, mas se responsabilizar por suas escolhas.
Quando hesitamos em momentos que precisamos nos posicionar, é pelo medo do que vem depois. Medo de não agradar os pais, o(a) parceiro(a) ou a sociedade. Decidir por si significa não ter ninguém para culpar se as coisas derem errado.
Toda escolha traz um ganho e uma perda. E lidar com essa falta, com o luto do que poderia ter sido, exige maturidade emocional.
Você busca conselho ou escuta?
Recentemente, passei por esse processo na pele ao ter que decidir se lançava ou não o meu podcast CAUSOS de PSI. Na dúvida, conversei com algumas pessoas e elas me disseram o que fariam no meu lugar.
Ao ouvir os conselhos, fui me dando conta de que eles faziam sentido para a história delas, não para a minha. E foi aí que caiu a ficha: eu não queria conselhos. Eu queria escuta.
Existe uma grande diferença entre quem te diz o que fazer e quem te ajuda a se escutar. Na análise, o papel do analista não é dar respostas prontas, mas ser um eco da sua fala. Quando você se escuta, consegue se ver de fora.
Qual o risco de não escolher?
Viver em cima do muro, adiando decisões para evitar o erro, parece seguro. Mas corre-se o risco de se perder de si mesmo e acabar vivendo uma vida que não é sua.
Sustentar uma escolha exige escuta interna, presença e coragem. A certeza absoluta não existe. A gente só sente a firmeza do chão depois que dá o primeiro passo.
Quer se aprofundar nessa reflexão?
Esse texto foi inspirado no primeiro episódio do meu podcast CAUSOS de PSI. Sim, eu decidi lançar e foi a melhor coisa que fiz por mim. Poder sentir que a minha voz ecoou na escuta de muita gente fez tudo valer a pena.
🎧 [Clique aqui para ouvir o Episódio 1 no Spotify]
Também escrevi uma crônica muito mais íntima sobre os bastidores dessa escolha e desse processo lá na minha newsletter do Substack. Se você quer entender como a raiva pode ser um sinalizador do seu desejo e como bancar as suas próprias escolhas, corre para ler o texto completo:
💌 [Clique aqui para ler a crônica completa no Substack e se inscrever]
Descubra mais sobre Adriana Prosdocimi | Psicóloga e Psicanalista
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