Quanto mais você vê, mais expandem as possibilidades de ser.
Em abril resolvi viajar. Embarquei para a África do Sul no dia do meu aniversário. Eu trabalho online, então é possível tirar férias, sem tirar. Ou, reduzir a carga horária, me adaptar, mexer na minha agenda para estar em outro lugar.
Às vezes, é preciso sair, se afastar do seu ninho. Voar, conhecer outras terras e modos de ser, de viver. Se permitir sentir e se maravilhar com cada novidade que você vê. Como uma criança, que se surpreende enquanto descobre o mundo à sua volta.
A experiência de ir para fora faz crescer, seja ela literal — viajando — ou simbólica — como acontece num processo de psicanálise. Quando viajamos ou nos observamos de longe, descobrimos algo novo e nunca voltamos iguais.
É preciso sair da ilha
Escolhi morar em uma ilha e me permito às vezes sair dela, para conhecer outras terras, outras culturas. Saramago mesmo nos disse: ‘é preciso sair da ilha para ver a ilha’. E eu concordo com ele.
Ao nos distanciarmos da nossa rotina, somos capazes de vê-la com outros olhos. Fica mais fácil de perceber e avaliar hábitos, relações ou atividades que mantemos, mas que não nos servem mais. Ou até mesmo, nos faz valorizar o que já conquistamos.
Aqueles que se movimentam, encaram as mudanças com mais leveza.
Da mesma forma, não nos vemos quando não saímos de nós. E como fazer isso? Você se afasta de si quando narra a sua história para alguém que a ESCUTA (nós, psicanalistas!) e que te ajuda a olhar para o que você não vê.
Cria-se uma distância necessária para perceber repetições e elaborar traumas, descortinando os véus que tapam a sua visão. Ao quebrar e ultrapassar barreiras, bloqueios e resistências, começa a olhar para a sua história sob outros ângulos e perspectivas.
É quando alguma mudança é possível.
É preciso se movimentar
Ao viajar, nos deparamos com muitas possibilidades de ser, o que nos faz rever a nossa própria vida. Assim como o movimento contínuo de se DESCOBRIR faz com que você possa criar saídas para não permanecer em um modo de viver que não lhe cabe mais.
A análise nos coloca em movimento — e ao revisitar a sua própria história, você se surpreende com as descobertas que faz. Como uma criança, se vê descobrindo sonhos e inventando caminhos que te aproximam deles.
Vamos embarcar nessa viagem?
Descubra mais sobre Adriana Prosdocimi | Psicóloga e Psicanalista
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Um comentário em “A psicanálise é uma viagem?”